"Nossos gestos nada são senão a expressão de uma inquietação natural, assim intrínseca, linguagem corporal, mais verdadeira que qualquer palavra proferida."
Quero ouvir o entre-som de tudo,
espaço vazio que reside entre cada ruído,
eu quero ouvir a pausa.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Desde criança
eu desconfio
do jeito de ser
e dessa inventada convenção
de ser assim, assado
cozido ou frito
ou não
Quando eu reparo
que nada disso
tem nenhum porque
que tudo isso é alienação
me angustia
toda essa obrigação
em vão
Porque a gente é bem mais
ou bem menos,
mas igual,
não.
domingo, 3 de abril de 2011
Existe diferença entre as coisas como são,
as coisas como deveriam ser,
e as coisas como você as vê.
Ninguém pensa nisso,
mas tão pouco sabemos
desta nossa condição,
humana assim,
animal assim,
que nossas certezas
são tão vazias quanto nossa razão.
Tudo o que sei,
é que nada sei.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
denoite na cidade de luzes de papel um corvo reluzente no céu de brigadeiro fingindo não notar a flor que desabrocha tão certo quanto o mar eterna como rocha
um sopro de silêncio gelado na espinha nem sempre é tão ruim ás vezes faz sentido talvez se eu não soubesse das possibilidades eu não me preocupasse com a continuidade
e o corvo lá voando não viu a flor morrer e renascer das cinzas sem dar explicação e o corvo lá voando tão pouco vai dizer pois já não mais importa já vai amanhecer.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
E mesmo com tudo acabado aquele olhar permanece escondido, disfarçado como se não mais quisesse deixar transparecer emoções ou alimentar ilusões. Eu, mesmo bem acompanhada, não nego que fico bamba a cada palavra cantada nas notas daquele seu samba. Mas já não me cabe o sofrer, e já não existe o chorar. Só restam lembranças felizes, e as tristes, eu hei de apagar.
Magnólia é a flor que eu quero bem sem seus gracejos eu não seria ninguém É primavera e vai tudo florescer, quero a Flor-de-Magnólia pro meu peito aquecer
E quando sinto seu perfume ao meu redor eu sei que tudo logo vai ficar melhor É primavera, e o calor chegou denovo quero a Flor-de-Magnólia pra alegrar todo meu povo
Ô Magnólia, eu não sei se podes ver mas meu amor é bem maior do que imaginas
Tirei do peito uma canção para você, que alegra o meu viver e toma conta das meninas
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Que venham os santos então! com suas espadas nas mãos de lâmina fria e cruel fazendo em pedaços o céu
Que digam palavras sagradas carregadas de ritos antigos que assim farão desesperadas as almas de um povo perdido
O povo da hipocrisa o povo da poluição o ser desumano e bandido não tem alma, nem coração