terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Could you please turn off the lights?
And then, could you please take me with you?
'Round your world,
Or around your dreams
Let me just see your smile :)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

E assim, profundamente tua.
Um ar, um vento, um furacão;
Tuas palavras ardem, escorrem na boca
Corroem como ácido e,
(ainda que vazias)

apaixonam;
fecha os olhos pra parar o tempo
lembra sorrisos, besteiras
e uns bons momentos..
Abre a janela
(pra entrar o vento);
cada olhar, cada movimento
ecoa agora, como que por maldade
queria pode entender-te por completo
absorver teu jeito
e assim, sem o menor respeito
tê-lo, enfim, (doce e suave)
dentro de mim;

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

green green supergrass is playin' on my mind
i don't care if i left it all behind
i can catch this light and it'll be so bright
green green supergrass is playin' on my mind

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

(in)sanindade mental.

Ás vezes as pessoas esquecem quem são e o que fazem/pensam, e passam a ser (ao menos aparentar) criaturas frias e distantes, imponentes até que o contrário prove-se por si próprio. O lado destrutivo de uma pessoa torna-se visível quando a mesma larga de mão o ser e sentir do coração, e assume a postura RACIONAL - daquele jeito que parece estar fazendo o certo e afunda cada vez mais, sabe?
happy as I am, leave me alone :)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Nostalgia.

Tudo muda. Tudo muda o tempo todo, mesmo que muitas vezes permaneça quase a mesma coisa. Muda.
Saudades do tempo em que as coisas eram o que pareciam ser.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Wonder Eyes Carlo

Carlo says he wants me broken
That I'm a devil, that I'm a monster
He says I'm stupid and I'm bad
and that I've losted the chance I had

Carlo don't wanna see me anymore
He says I should go along with someone else
I should leave him alone
And I should forget his telephone

What doest it matter if I wrote his name wrong way?
And what's the problem if Carlo is not a man?
I just miss so much that scorpian eyes
That beautiful, wonderful eyes.

But maybe I can make Carlo understand
I'm losted in haze, but I want to change
I'll show him we're not a mistake
All I need is one last chance

I wish I could tell Carlo I still love him
Ask him to rescue me and kiss me
to take me another world by his side
To make our love lasts whole damn life

I wish Carol read my signs
and there will be fine..

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Hieróglifo

Foi como se ela percebesse que tinha cometido o pior erro de sua vida, e que eram poucas as chances de concertá-lo. Pouquíssimas.
Havia conhecido de forma meio inesperada a cidade de Campo Bom, e por lá havia vivido momentos maravilhosos, lindos. Perfeitos e únicos. Era assim que ela os classificava no arquivo de sua mente. Talvez essa felicidade tão grande que a cidade lhe proporcionava tenha a assustado, e talvez por isso ela tenha fugido. Ela não estava acostumada a se sentir tão bem em um lugar, muito menos a saber que fazia tão bem à cidade quanto a cidade à ela.
E foi isso. Foi covarde e fugiu. E de forma ainda mais surpreendente, foi parar na cidade de La Paz. A relação que se fazia entre as duas cidades era estranha, e ela sabia disso, e, de forma imprudente, deu-se o direito de conhecer La Paz. De viver a cidade. E era uma cidade maravilhosa. Ali também teve vários momentos felizes, deu risadas, fez festas.. Era um lugar muito agradável para se viver uma vida tranqüila, e ela sabia disso também.
Porém, por mais que se esforçasse para evitar isso, lembranças de Campo Bom insistiam em perturbar-lhe a mente, e uma imensa vontade de voltar começava a se formar.
Talvez a cumplicidade com a cidade de La Paz, talvez o medo de que os portões de Campo Bom tenham se fechado pra ela... Ela não saberia dizer.
Ela não sabe de muita coisa, por agora..

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

“Ela está falando dela mesma na terceira pessoa, porque a idéia de ser quem ela é, de reconhecer que ela é ela mesma, é mais do que seu orgulho pode suportar.”

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Visão divina.

Não me lembro muito bem sobre o que estávamos falando quando aconteceu, tudo o que posso dizer é que estava conversando com uma garota quando bateu aquele vento. Fez os cabelos voarem, fez tapar a cara para se protejer da areia que vinha nos olhos. Do meu ângulo, foi bonito de ver, até. Rimos um pouco, quando ele chegou. Vinha assim, como quem não quer nada, andando devagar, um suéter verde-água meio bizarro, uma calça branca, sabe? Não sê vê sempre um tipo peculiar como aquele.
Eu ri, ela riu, os outros também riram, imaginando mais um discurso religioso, desses evangélicos que ouvimos poraí quando damos conversa pra estranhos como ele. Os outros não tinham muita consciência da complexidade da situação, não podiam voar como nós, afinal. Eles seguiam o fluxo, nós íamos categóricamente contra ele. Eu, ela, e mais uma. Foi tão inacreditável, que chegamos a questionar a veracidade do acontecimento, enquanto ele acontecia mesmo. É viagem, ou isso ocorre mesmo? Pois ocorria. Chegou dizendo que o vento que veio antes, vinha com ele. Alguma coisa sobre Jesus e sobre felicidade. Eu ria, ela ria, a outra ria. Sórria. Os outros estavam assustados, mas nós estávamos felizes como nunca, o produto era bom, se é que você me entende. Fica a dica. Não questionei muito, mas disse que não acreditava em deus, no intento de me livrar daquele figurão, o que não funcionou muito. Esses fanáticos devem gostar de ouvir isso, por que toda vez que tento me livrar deles com essa resposta, eles se empolgam mais ainda, na tentativa de me convencer da existência do divino. Eu sei que o divino existe, sei que estava lá, mas meus conceitos são um pouco diferentes dos conceitos religiosos, ahm? Divino pra mim pode ser uma troca de olhares, uma simetria de pensamentos, uma viagem constante e mútua, algo do gênero. Não deus. Deus sou eu quem faço, ok?
Bom, depois que aceitamos o fato como fato verídico, e depois que ele deu encima de mim, de uma amiga, e nos falou muito sobre felicidade, resolveu ir embora. Prontamente, começamos a rir desenfradamente. Ela gargalhava, eu ria e achava linda (a situação!), a outra continuava perplexa, os outros comentavam o assunto, assustados, como era de se esperar. A sobriedade destrói os melhores momentos, ás vezes. Sorte de nós três, que de sóbrias não tínhamos nada.
E de repente ele volta. Não falem mal de mim, ele disse. Pode lhes prejudicar.
Como assim? O que foi isso, uma ameaça? Estava segura demais comigo mesma para sentir medo, então só ri. Ela já estava no auge de seu vôo, não teve muita reação. A outra, perplexa. Os outros? Não lembro. Disse-nos para prestar atenção no seu andar, coisa que não era lá muito agradável de se ver, mas é claro que olharíamos de qualquer maneira, é impossível não prestar atenção numa figura bizarra dessas, a não ser que alguém mais perto desvie sua atenção. Me esforecei. Não é que o Fulano saiu saltidando e dando pulinhos a la Charles Chaplin por aí? Inacreditável.
Ficamos rindo e matutando sobre o assunto por um tempo, e fomos embora.
O fato é que nos olhamos, eu e ela, e concluímos ter visto Deus. Só podia ser, toda aquela certeza que ele tanto dizia ter de tudo, toda aquela calma...
Olhei fundo nos olhos dela, pra ver se ela entendia o que estava acontecendo da mesma forma que eu. Posso dizer com certeza: foi uma visão divina.
Fica a dica.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

ANOS ATRÁS.

Bom, essa é só mais uma "carta" que nunca vai ser enviada, mas que me alivia horrores... É que é muito bom escrever quando se está com alguma coisa trancada dentro de si, pois a cada palavra que se escreve, parece que é um problema a menos, ou algo assim, não sei explicar direito.
Queria que tu estivesse comigo, que tu ouvisse as minhas risadas e as minhas lamentações, sempre cheias de melodramas, baratos, mas cheios de sentimentos. Na real, talvez nem esses existissem, pois os melodramas são sempre pensando em ti, e se estivéssemos juntas eles não existiriam. Ah, sei lá. Bom...
Não seria bom se a gente estivesse junto, e todas as coisas girassem só ao nosso redor, e tudo acontecesse só pra nós, como já aconteceu algumas vezes? Não sei, não acho que você sinta a mesma coisa, mas pra mim é a coisa mais mágica do mundo. Queria que tu estivesse aqui pra me dizer de novo que se eu não deixasse teu coração cair, e segurasse ele bem direitinho, com todo amor e carinho do mundo, você se casaria e teria cem filhos, ou mais, ou menos, ou nenhum, ou tanto faz. Pra mim tanto faz, desde que seja ao seu lado.
Não seria bom se eu sempre estivesse lá pra ver você tocar e cantar, com aquela voz que me faz até tremer... E enquanto isso eu estaria bebendo e preparando sua bebida do jeito que você me ensinou, que só nós fazemos igual. E depois a gente saía de mãos dadas e ia pra alguma praça, como sempre, e ficava lá conversando sobre todos os tipos de coisa, como duas pessoas que se gostam fazem?
Não seria bom se eu não soubesse que você não precisa de mim do jeito que eu preciso de você? Que você precisa sempre de alguém correndo atrás, alguém que esteja sempre lá quando você precisar. Não seria realmente bom se eu não soubesse disso?
Não seria bom se eu pudesse te dizer essas coisas, ao invés de estar escrevendo um arquivo que provavelmente nunca ninguém vai ler? Mas de um jeito ou de outro... É bom pensar em ti. Nos momentos legais que a gente já passou juntas, com os quais eu sonho diariamente, e nos momentos legais que a gente pode vir a ter um dia, se eu deixar de ser tão infantil, e se você me dar uma chance de provar que sou eu que te amo, e eu que estarei sempre ali, te esperando....
Não seria legal se eu calasse a boca?